Título:
EROSÃO HÍDRICA DOS SOLOS – FATOR DE DESERTIFICAÇÃO FÍSICA E HUMANA
Autor:
António Canatário Duarte (acduarte@ipcb.pt), Victor Pissarra Cavaleiro (cavaleiro@ubi.pt) e Ana Paula Leite (anappleite@hotmail.com)
Publicação:
Revista Egitania Sciencia - Volume 11
Resumo:
A erosão hídrica, com a consequente perda de solo, representa um
custo para a agricultura já que significa perda de terra produtiva, nutrientes e
matéria orgânica, bem como uma degradação ambiental dos recursos hídricos
a jusante. Este ciclo de insustentabilidade levará, a prazo, a uma desertificação
física dos lugares acompanhada de uma desertificação humana. É
indispensável a compreensão do processo, a forma de influência de cada um
dos fatores de que depende, para a adoção das medidas mais eficazes na
sua prevenção. Este estudo decorre numa pequena bacia hidrográfica (190
ha), localizada no concelho de Idanha-a-Nova, onde foi instalado um
dispositivo experimental adequado. A aleatoriedade do clima mediterrânico
pode determinar anos com volumes de precipitação mais elevados a que
correspondem maior número de eventos erosivos, e anos mais secos com a
ocorrência de menor número de eventos erosivos, mas com potencial erosivo
ampliado em alguns. Nesta análise de resultados concluímos sobre o enorme
efeito protetor da vegetação ao compararmos a concentração de sedimentos
no escoamento em dois eventos erosivos, correspondentes a condições de
revestimento da bacia bastante diferentes. O escoamento superficial será mais
ou menos potenciado, dependendo como se manifestam outros fatores que
influenciam o processo erosivo, concretamente, a vegetação, o solo, a
topografia do terreno, e as práticas culturais dos agricultores.
Palavras-chave:
Erosão hídrica, solos, desertificação física, desertificação humana, clima
mediterrânico
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