Revista Egitania Sciencia - Volume 14 | ARTIGO

Título: POSTERGAMENTO E TRANSVASAMENTO NAS TRADUÇÕES ITALIANAS DE A RELÍQUIA DE EÇA DE QUEIRÓS: EM CAUSA UMA ESTÉTICA DA IRONIA

Autor: Duarte Pinheiro (dpinheiro@instituto-camoes.mne.pt)*
Duarte Pinheiro é atualmente tradutor e foi docente do Instituto Camões nas Universidades de Áquila e de Salerno e colaborador do Instituto Português de Santo António (Ministério dos Negócios Estrangeiros) em Roma. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas variante Estudos Portugueses e Ingleses pela Universidade de Coimbra e doutorou-se pela Universidade Fernando Pessoa em Teoria da Literatura com uma tese sobre Ana Teresa Pereira. Português, Inglês e Italiano são o seu objeto de trabalho e estudo.
Publicação: Revista Egitania Sciencia - Volume 14

Resumo:
Os neologismos da linguagem queirosiana são o ponto de partida para uma análise cuidada das traduções italianas de A Relíquia. Paolo Silenziario e Amina di Munno são os autores dessas traduções, que, apesar de divergirem entre si no tempo, são surpreendentemente convergentes sob o ponto de vista ideológico-morfológico. Veremos, entre outros aspetos
linguísticos, como a igual opção dos tradutores em não traduzir os neologismos da prosa de Eça pode colocar em causa o total entendimento da obra, sobretudo no que toca às personagens Topsius e Filomena Raposo, e tornar diluída toda uma estética da ironia, imagem de marca do grande mestre do Realismo português.


Palavras-chave: traduções italianas de A Relíquia, neologismo, Eça de Queirós, postergamento, transvasamento





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