Revista Egitania Sciencia - Volume 15 | ARTIGO

Título: PERCEÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE UM GRUPO DE PESSOAS OSTOMIZADAS

Autor: Ermelinda Maria Bernardo Gonçalves Marques (emarques@ipg.pt), Margarida Isabel Alves Cordeiro Pinto (miacpinto@gmail.com), Maria João Almeida Nunes (titijoao@ipg.pt)

Publicação: Revista Egitania Sciencia - Volume 15

Resumo:
As pessoas ostomizadas experienciam uma situação de stresse, decorrente do enorme impacto físico e
emocional que, quer a doença, quer o seu tratamento, impõem na sua vida, implicando alterações profundas
no seu eu, nos estilos de vida, nas relações familiares e sociais, na sua imagem corporal e na autoestima.
Assim, o estudo deste grupo específico torna-se uma exigência e, mais concretamente, o estudo da sua
qualidade de vida.
O principal objetivo deste trabalho consistiu em avaliar a perceção que a pessoa ostomizada tem sobre a sua
qualidade de vida, bem como identificar e analisar os fatores determinantes da mesma. A presente
investigação centrou-se nas 197 pessoas ostomizadas de um Agrupamento de Centros de Saúde da Região
Centro de Portugal, recorrendo-se a uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 51
indivíduos.
Realizou-se um estudo de natureza quantitativa, descritivo, analítico e transversal.
Para a recolha dos dados foi utilizado um questionário elaborado especificamente para o estudo, de forma a
permitir um melhor conhecimento sobre a pessoa ostomizada, e uma escala traduzida e testada na
população portuguesa para avaliar a perceção da qualidade de vida, o SF-36. Como resultados principais,
aponta-se que as pessoas ostomizadas percecionam melhor qualidade de vida nas dimensões relativas ao
desempenho emocional, saúde geral e desempenho físico e pior qualidade de vida, ao nível da função
física, dor corporal e função social.
Foram identificados e analisados os fatores determinantes da qualidade de vida, nomeadamente: as
características sociodemográficas (género, estado civil, situação profissional, escolaridade), as
características relativas à ostomia (tempo de cirurgia, temporalidade do estoma, informação pré-operatória,
tipo de admissão para a cirurgia, patologia que levou à cirurgia, prestador de cuidados) e o apoio.
Os resultados desta investigação apontam para a necessidade de um estreito acompanhamento de
enfermagem à pessoa ostomizada e dos seus familiares/cuidadores, de forma a minimizar o impacto
negativo resultante da presença da ostomia.


Palavras-chave: a pessoa ostomizada ; qualidade de vida; enfermagem





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