Revista Egitania Sciencia - SIEFLAS Edição Especial | ARTIGO

Título: CRESCIMENTO SOMÁTICO E DESEMPENHO MOTOR DE CRIANÇAS MADEIRENSES DO PRÉ-ESCOLAR

Autor: António Manuel Antunes (amantunes@uma.pt) * | ** Rui Sousa (quintas.ruicsmaritimo@gmail.com)*** Rui Osório (rui.osorio@csmaritimo.pt)*** Sérgio Lopes (bessahugo@hotmail.com)*** Hugo Bessa (rui.osorio@csmaritimo.pt)*** Bernardo Valério (bernardolage.valerio@gmail.com)** João Estanqueiro (estanqueirojm@gmail.com)** Élvio Gouveia (erubiog@staff.uma.pt)* | **** Gonçalo Marques (goncalo.marques@staff.uma.pt)* | ** Duarte Freitas (dfreitas@staff.uma.pt)* | *****
* Universidade da Madeira, Funchal, Portugal; ** Secretaria Regional da Educação, Funchal, Portugal; *** Colégio do Marítimo, Funchal, Portugal; **** Madeira Interactive Technologies Institute, Funchal, Portugal ***** Department of Mathematical Sciences, University of Essex, Colchester, UK
Publicação: Revista Egitania Sciencia - SIEFLAS Edição Especial

Resumo:
O objetivo foi investigar o dimorfismo sexual, a estabilidade e a mudança no crescimento somático e desempenho motor em crianças dos 3 aos 5 anos. A amostra foi composta por 55 (23 raparigas e 32 rapazes) alunos do Colégio do Marítimo. O crescimento, através do peso, altura e perímetro de cintura, foi aferido seguindo o protocolo descrito no The Leuven Growth Study. O desempenho motor foi avaliado através da Preschool Test Battery. A avaliação realizou- se em 2 anos letivos consecutivos. O teste Mann-Whitney, a correlação de Spearman e o Wilcoxon signed rank test foram utilizados na análise. A altura revelou diferenças (U= 230,0; W= 819,0; p= 0,03) entre meninas (Md= 107,70) e meninos (Md= 104,40) no 1º ano, bem como um ano mais tarde. As meninas apresentaram valores medianos estaturais (Md= 112,10) superiores aos meninos (Md= 108,10). No desempenho motor, observaramse diferenças com significado estatístico no lançamento da bola de ténis nos dois momentos de avaliação. Os meninos (Md= 5,01) lançaram distâncias superiores às meninas (Md= 3,79), nos 1º e 2º momentos de avaliação (Md=5,74 e Md= 4,71, respetivamente). A altura, nas raparigas, foi a variável que revelou maior estabilidade da 1ª para a 2ª avaliação (rho= 0,98). No desempenho motor, as correlações mais elevadas foram observadas na corrida de ida-e-volta para as meninas (rho> 0,85) e na corrida de velocidade para os meninos (rho> 0,83). A maior expressão na mudança foi observada no peso corporal, nas meninas (Z= -2,37; p= 0,018). Os scores medianos aumentaram dos 3 (Md= 15,40) para os 4 anos (Md= 17,40). Resultados similares foram observados na altura. No desempenho motor foram observadas melhorias estatisticamente significativas na quase totalidade dos testes. Exceções foram observadas na impulsão horizontal (Z= -1,86, p= 0,077; meninas), corrida de velocidade (Z= -1,83, p= 0,068; meninos) e lançamento da bola de ténis (Z= -1,85, p= 0,064; meninos).
As diferenças entre sexos no crescimento somático e desempenho motor estão presentes em idade pré-escolar. A estabilidade foi elevada nas variáveis somáticas e melhorias no desempenho motor foram mais evidentes dos 4 para os 5 anos.


Palavras-chave: crianças, crescimento, performance




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