Revista Egitania Sciencia - SIEFLAS Edição Especial | ARTIGO

Título: EFEITO DE UM TREINO PLIOMÉTRICO PROGRESSIVO DE CURTA DURAÇÃO NAS AÇÕES EXPLOSIVAS DOS JOVENS FUTEBOLISTAS DURANTE O PERIODO COMPETITIVO

Autor: Carolina Vila-Chã (cvilacha@ipg.pt)* Jorge Viegas (jorgediasviegas@hotmail.com)** Nuno Serra (nserra@ipg.pt)*** António Barbosa (antonioarbarbosa@gmail.com)**** Filipe Conceição (filipe@fade.up.pt)*****
* Professora Adjunta na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, Portugal. Membro efetivo do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento (CIDESD). Licenciada e mestre em Ciências do Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (UP) Doutorada em Engenharia Biomédica pela Faculdade de Engenharia da UP. ** Mestre em Ciências do Desporto, especialidade Treino Desportivo, e Licenciado em Desporto pelo Instituto Politécnico da Guarda. *** Professor Adjunto da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, Portugal. Membro da Unidade de Investigação para o Desenvolvimento do Interior (UDI). Doutorado em Ciências da Atividade Física e do Desporto pela Universidade de León. **** Professor Adjunto Convidado da Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Assistente convidado do Instituto Superior da Maia na área científica de Treino Desportivo e Futebol. Doutorado em Ciências do Desporto, área de observação e Análise do Jogo, pela Universidade de Lérida. ***** Professor Auxiliar da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Membro efetivo do Centro de investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto (CIFI2D). Doutorado em Ciências do Desporto, na área da Biomecânica e Rendimento Desportivo, pela Universidade do Porto.
Publicação: Revista Egitania Sciencia - SIEFLAS Edição Especial

Resumo:
Este estudo teve como objetivo investigar o efeito de 8 semanas de treino pliométrico na capacidade de salto, de velocidade e de agilidade de jovens futebolistas. O treino foi aplicado 2 vezes por semana, seguindo um modelo de periodização linear, com aumento progressivo do volume de treino [volume total por sessão: 45 a 88 contactos]. A amostra foi constituída por 18 jovens jogadores de futebol masculino (15,6 ± 0,5 anos de idade; 1,77 ± 5,4 m de estatura; 65,8 ± 7,6 Kg de massa corporal). Estes foram divididos em dois grupos: (i) grupo treino pliométrico (PlyoG; n = 10) e; (ii) grupo controlo (CG; n = 8). A performance durante as tarefas de: (i) saltos verticais [Squat Jump (SJ) e Countermovement Jump (CMJ)]; (ii) velocidade aos 10 e 20 m; (iii) agilidade (Illinois Agility Run Test) foi avaliada antes (PRE), à 4ª semana (MID) e no final do protocolo (POS). Após 8 semanas de treino, verificou-se uma interação grupo*tempo significativa para todas as variáveis estudadas (P < 0,05). O PlyoG aumentou significativamente a sua capacidade de salto (SJ: +11,3%, P< 0,001; CMJ: +11,2%; P < 0,0001) e diminuiu significativamente o tempo no teste de velocidade aos 10m e 20m (- 4,78% e - 5,78 %, respetivamente; P < 0,05) e no teste de agilidade (-8,11%, P < 0,0001). Após 4 semanas de treino já foi possível verificar alterações significativas de performance nas tarefas de salto, velocidade e agilidade (melhorias entre 4,01 % a 6,27%). No CG, não foram verificadas alterações de performance ao longo das 8 semanas de treino. Este estudo permitiu concluir que o treino progressivo de pliometria induz ganhos significativos de performance motora em atividades de explosividade fundamentais para o sucesso no futebol. Foi também possível incluir o treino de pliometria nas sessões normais de treino sem necessidade de aumentar ao tempo ou número de sessões de treino. Este aspeto é de particular relevância durante a época competitiva.

Palavras-chave: Futebol, Jovens atletas e treino pliométrico




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