Título:
A PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR
Autor:
Figueiredo Sandie, Ana F. Vinha (ana.vinha@ipsn.cespu.pt), Marisa, Machado (marisa.machado@ipsn.cespu.pt), Maria Emília Santos (emilia.santos@ipsn.cespu.pt) e Maria Teresa Herdeiro (maria.herdeiro@ipsn.cespu.pt)
Publicação:
Revista Egitania Sciencia - Volume 7
Resumo:
A preocupação com o risco de doença cardiovascular, como o
tromboembolismo venoso, acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio
nas mulheres que usam contraceptivos orais combinados tem gerado muita
discussão. Vários aspectos têm sido assinalados nos estudos realizados,
como factores de risco, nomeadamente, a elevada dose do etinilestradiol
contida nas diversas formulações, as propriedades androgénicas dos
diferentes tipos de progesterona das várias gerações desenvolvidas ao longo
destes anos, a hipertensão arterial, o tabagismo, a hipercolesterolémia, as
diabetes mellitus, a enxaqueca, a existência de antecedentes e a idade,
principalmente após os 35 anos. No presente estudo foram inquiridas 257
mulheres residentes no distrito de Viseu com o objectivo de determinar a
prevalência dos factores de risco associados à doença cardiovascular e a sua
possível relação com o uso de contraceptivos orais. Os resultados obtidos
revelaram que as mulheres utilizadoras de anticoncepcionais orais tomam
preferencialmente contraceptivos da terceira e da quarta geração. As mulheres
fumadoras predominam nas baixas faixas etárias mais baixas, as mulheres
portadoras de patologias já citadas anteriormente, excepto a hipertensão e a
obesidade são verificadas principalmente nas inquiridas dos 16 aos 35 anos.
Estes resultados permitem associar a prevalência de doença cardiovascular
como consequência das más concepções das mulheres em relação aos
vários factores causais e do não conhecimento do melhor método de
contracepção.
Palavras-chave:
Contraceptivos orais combinados; Doença cardiovascular; Factor de risco;
Tromboembolismo venoso; Acidente vascular cerebral
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