Título:
LIMITES E POSSIBILIDADES DA ECONOMIA AMBIENTAL
Autor:
Alda Maria Vieira Matos Gonçalves (alda@ipb.pt), António José Gonçalves Fernandes (toze@ipb.pt), Maria Isabel Barreiro Ribeiro (xilote@ipb.pt) e Paula Sofia Alves do Cabo (paula.cabo@ipb.pt)
Publicação:
Revista Egitania Sciencia - Volume 8
Resumo:
Existem diversas correntes de pensamento económico preocupadas
com os problemas ambientais. Subsiste, contudo, uma certa incapacidade da
Economia para lidar com esta temática, encontrando-se, não raras vezes,
desajustada da realidade ecológica. A delimitação do campo de ação e os
métodos de algumas abordagens são ainda incipientes, denotando um
contínuo processo de aperfeiçoamento e aprendizagem, sobretudo quando
visam a quantificação económica de bens e serviços ambientais. Assim, este
artigo tem como objetivo estudar e compreender esta temática. Para tal, farse-
á uma breve incursão crítica às teorias de pensamento económico, com
base numa pesquisa bibliográfica e consequente revisão da literatura. Por se
adaptar, perfeitamente, aos diversos modelos democráticos e neoliberalistas,
dar-se-á maior relevo à Economia Ambiental. Conclui-se que os antagonismos
entre as escolas de pensamento económico sobre a temática ambiental
acabam por diluir-se, já que são, em grande medida, decorrentes da
especificidade, da abordagem e da natureza multifacetada e multidisciplinar do
Meio Ambiente. Convém destacar contudo, que a teoria neoclássica possui
uma forte ideologia antropocêntrica, na qual a prevalência de instrumentos
governamentais dificulta a inclusão de outras perspetivas, enquanto que as
outras escolas preconizam métodos de abordagem como a apropriação e
emprego dos recursos naturais, princípios de negociação, vantagem das
tecnologias ambientais, entre outros.
Palavras-chave:
Economia Ambiental, Quantificação, Recursos, Bens Ambientais
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